Coluna de Fogo

... e de noite numa coluna de fogo para os iluminar...

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A Força de um Símbolo

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Lendo algumas matérias na internet, aprendi que a bandeira da Dinamarca é a mais antiga do mundo! O símbolo, também chamado de Dannebrog (tecido dinamarquês) representa aquele povo desde 1219! Óbvio que outras bandeiras existiram antes, mas todas foram substituídas. Mesmo o Brasil, de 1500 pra cá, teve várias bandeiras. O que mais me chama a atenção neste fato é a estabilidade do símbolo. Passados séculos e muitas gerações, os mesmos elementos continuam com sua força, trazendo identidade e representação aos novos filhos da nação. Como pode? Estamos constantemente "evoluindo", levantando novas "marcas" e ideias. Novos símbolos surgem a cada instante e temos a sensação de que as novas ideias podem arrancar nossas raízes. Será? E se mantivermos os mesmos princípios que marcaram nossos ancestrais? Afinal, eles tinham lá suas razões.

Tem um texto que mexe muito comigo, no livro de Levítico: "Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor." Levítico 19:32. Não preciso nem comentar para que se perceba o quão arrepiante é este verso. O próprio Deus teria dito para se levantar diante da presença de um "cabelo branco" no local. Só de olhar o rosto de um velho já é motivo suficiente para lhe dar honra. Então quem sou eu para lhe mudar os símbolos que marcaram sua sofrida geração? Sou eu mais experiente? Sou eu mais sabedor de todas as coisas? Sou eu melhor que o idoso? Na verdade, sou eu fruto dos símbolos que sustentaram a vida daquele ancião até aqui.

Retornando à Dinamarca, um fato extremamente curiosos é que sua legislação permite queimar a própria bandeira, mas nunca uma bandeira estrangeira. Nesse momento é que começamos a entender a estabilidade do seu símbolo. Pensam no relacionamento com o outro, sem preocupação consigo mesmo, haja vista serem fortes demais para se preocuparem internamente. Deixa eu tentar fazer uma analogia: Imagine que sou muito forte (mas muito mesmo!). Falo para os meus filhos assim: Crianças, vocês podem me machucar à vontade, mas nunca machuquem ninguém fora desta casa. Seja a razão que for, eu vou aguentar, mas o relacionamento de vocês com o mundo lá fora deve ser pacífico. Que símbolo eu seria para os meus filhos? Se suporto todas as mazelas na criação da minha prole, com sabedoria e dor, eles serão pessoas boas e me terão como símbolo maior. Eis a bandeira dinamarquesa, que suporta o fogo e não tolera desentendimentos. E assim perdura o símbolo pelos séculos.

A cruz nórdica branca representa a espiritualidade cristã e o fundo vermelho faz alusão às batalhas dinamarquesas na história. A cruz e o sangue, um símbolo perfeito, estável, forte, hoje levando à Paz. O cristianismo sobrepujando a guerra, formando uma bandeira que leva um povo a sangrar a própria carne, mas não machucar ninguém. Ensinando a queimar a própria bandeira imortal, mas nunca queimar as outras bandeiras, que morrem. Que lição! Voltando a Levíticos, o texto seguinte cuida exatamente do estrangeiro: "E quando o estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o oprimireis." Levítico 19:33. Curioso né? Respeito ao passado (cãs) e respeito ao outro (estrangeiros). Aprendi com Deus e aprendi com a Dinamarca, a força de um símbolo.

 

Glauco Machado

 

 

 

 

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Centelha Diária

2 Crônicas 16.12

E, no ano trinta e nove do seu reinado, Asa caiu doente de seus pés, a sua doença era em extremo grave; contudo, na sua enfermidade, não buscou ao Senhor, mas antes os médicos."
O rei Asa levava seu reinado muito bem, até que um dia deixou Deus de lado para confiar nos homens. Primeiro, diante de uma guerra iminente, subornou o rei da Síria para obter ajuda na batalha. Confiou no poder de um rei e seu exército contra outro exército, esquecendo o “Senhor poderoso na guerra” (Sl 24.8). Depois realiza a primeira perseguição a profeta registrada nas Escrituras. Manda prender Hanani que apenas lhe trazia, da parte de Deus uma repreensão pelos seus erros. Confiou no seu próprio conhecimento rejeitando “o Senhor que corrige” (Pv 3.11-12). Em seguida, oprime brutalmente algumas pessoas do povo. Confiou em si mesmo e na sua força para oprimir os mais fracos, desatentando para o Rei dos reis, “Torre forte”, que é abrigo seguro para os justos e oprimidos (Pv 18.10). Por fim, morreu, após grave doença, tendo procurado somente os médicos. Confiou a cura aos doutores, esquecendo do “Senhor que sara” (Êx 15.26).
Precisamos confiar em Deus em tudo: na batalha, ainda que tenhamos ajuda de um exército; na repreensão, ainda que nos julguemos corretos; na liderança, ainda que sejamos grandes líderes; e na doença, ainda que haja bons médicos a nossa volta.

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