Coluna de Fogo

... e de noite numa coluna de fogo para os iluminar...

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Um novo olhar em meio ao caos

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No final da tarde, voltava para casa depois de um dia cansativo e páh! Um engarrafamento! Uma obra pública para melhoria na Rodovia me coloca na velocidade zero por bastante tempo. Não tinha hora pior para parar num engarrafamento. Já tinha saído um pouco mais tarde do serviço por algumas atividades extras e estava louco pra chegar em casa pra almoçar. É... também não tinha almoçado. Que "beleza"... Quando mais precisava de velocidade não a tinha. Precisava compensar o tempo perdido, mas não dava. E agora?

Daí, eis que, com aquela cara de insatisfação, olho para o lado e vejo o Sol se pondo. Lindo, magnífico, um esplendor incomparável de beleza. Peraí... se não houvesse esse engarrafamento, eu não teria a oportunidade de ver o Sol. Ele já está indo e vai demorar pra voltar, se é que vai voltar. Pelo menos tenho a certeza que pra mim não vai voltar daquela maneira, naquele ponto, com aquela composição. Não sei nem se eu vou voltar pra vê-lo. E tal qual todos os pontos negativos conspiravam anteriormente ao meu desfavor, exatamente naquele dia, minha Nikon 7100 estava na mochila. Dificilmente carrego ela para o trabalho. É, haviam pontos e ferramentas que conspiravam ao meu favor também, numa batalha que eu só perceberia se parasse para notar.

Pude perceber e pensar que mesmo diante do caos há muita beleza envolvida. Confesso que não fosse minha família esperando, desejaria até parar em outros engarrafamentos para ver o Astro-rei "descendo" em outros pontos da Terra. Senti que, de alguma forma, Deus estava me dizendo: "Pára e contempla. Tem muita beleza diante dos seus olhos.". Notei quantas oportunidades perdemos por olhar na direção errada. Se à minha frente está a perturbação, ao meu lado está a meditação, à retaguarda a oração.

Não tinha hora melhor para parar no engarrafamento e contemplar o pôr-do-sol. Aquele crepúsculo nunca mais voltará, o ocaso jamais será o mesmo. Eu nunca mais estarei naquele lugar, naquele horário, na mesma estação do ano e com aquele céu para contemplar aquele quadro pintado por Deus. Jamais teria registrado essa foto. Aliás, um engarrafamento nem é tão ruim assim, a estrada vai melhorar e eu terei menos buracos pra desviar. E o Sol? Ah... o Sol se foi. Amanhã o vejo em outro lugar.

Mais uma vez, agradeço a Deus, por me permitir um novo olhar em meio ao caos.

Glauco Machado


Foto registrada na Rodovia Amaral Peixoto durante um engarrafamento no final da tarde

 

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Centelha Diária

Deuteronômio 21. 7-8

"e, protestando, dirão: 'As nossas mãos não derramaram este sangue, nem os nossos olhos o viram. Perdoa, ó Senhor, ao teu povo Israel, que tu resgataste, e não ponhas o sangue inocente no meio de teu povo Israel.' E aquele sangue lhe será perdoado."

No antigo Israel a sociedade era responsabilizada por crimes não solucionados e devia pedir perdão mesmo nos casos em que não sabiam quem era o culpado. Se, constantemente, pedíssemos perdão a Deus pelo que não fizemos em favor do bem comum, assumindo a responsabilidade pelo caos instaurado na sociedade, nos esforçaríamos mais em evitar o aumento do caos, e quiçá o diminuíssemos.

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